quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

::..PRECE DE CARITAS..::


Deus, nosso Pai: Que sois todo Poder e Bondade, dai a força aquele que passa pela provação, dai a luz aquele que procura a verdade; ponde no coração do homem a compaixão e a caridade.
Deus! Dai ao viajor a estrela guia, ao aflito a consolação, ao doente o repouso.
Pai!Dai ao culpado o arrependimento, ao espírito a verdade, à criança o guia, ao orfão o pai.
Senhor! Que vossa bondade se estenda sobre tudo o que criastes...
Piedade Senhor, para aqueles que vos não conhecem, esperança para aqueles que sofrem.Que vossa bondade permita aos Espíritos consoladores derramarem por toda parte a paz, a esperança e a fé.
Deus!um raio, uma faísca do vosso amor pode abrazar a terra; deixai-nos beber nas fontes dessa bondade fecunda e infinita, e todas as lágrimas secarão, todas as dores se acalmarão. Um só coração, um só pensamento subirá até Vós, como grito de reconhecimento e de amor.Como Moisés sobre a montanha, nós vos esperamos com os braços abertos, Ó Bondade!Ó Beleza! Ó Perfeição! E queremos de alguma sorte, merecer vossa misericórdia.
Deus! Dai-nos a força de ajudar o progresso, a fim de subirmos até Vós; dai-nos a caridade pura; dai-nos a fé e a razão; dai-nos a simplicidade que fará das nossas almas o espelho onde se deve refletir vossa Imagem.
Assim Seja.

domingo, 28 de dezembro de 2008

:.: AMOR E RENÚNCIA :.:


A virtude no mundo foi transformada na porta larga da conveniência própria. Há os que amam os que lhes pertencem ao círculo pessoal, os que são sinceros com os seus amigos, os que defendem seus familiares, os que adoram os deuses do favor.


O que verdadeiramente ama, porém, conhece a renúncia suprema a todos os bens do mundo e vive feliz, na sua senda de trabalhos para o difícil acesso às luzes da redenção.


O amor sincero não exige satisfações passageiras, que se extinguem no mundo com a primeira ilusão; trabalha sempre, sem amargura e sem ambição, com os júbilos do sacrifício. Só o amor que renuncia sabe caminhar para a vida suprema...


Somente o sacrifício contém o divino mistério da vida. Viver bem é saber imolar-se. Acreditas que o mundo pudesse manter o equilíbrio próprio tão-só com os caprichos antagônicos e por vezes criminosos dos que se elevam à galeria dos triunfadores?


Toda luz humana vem do coração experiente e brando dos que foram sacrificados. Um guerreiro coberto de louros ergue os seus gritos de vitória sobre os cadáveres que juncam o chão; mas, apenas os que tombaram fazem bastante silêncio, para que se ouça no mundo a mensagem de Deus. O primeiro pode fazer a experiência para um dia; os segundos constroem a estrada definitiva na eternidade.


Já pensaste no que seria o mundo sem as mães exterminadas no silêncio e no sacrifício? Não são elas as cultivadoras do jardim da vida, onde os homens travam a batalha?!... Muitas vezes, o campo florescido se cobre de lama e sangue; entretanto, na sua tarefa silenciosa, os corações maternais não desesperam e reedificam o jardim da vida, imitando a Providência Divina, que espalha sobre um cemitério os lírios perfumados de seu amor!...


Quanto ao futuro, com o infinito de suas perspectivas, é necessário que cada um tome sua cruz, em busca da porta estreita da redenção, colocando acima de tudo a fidelidade a Deus e, em segundo lugar, a perfeita confiança em si mesmo.


Vai!... Sacrifica-te e ama sempre. Longo é o caminho, difícil a jornada, estreita a porta; mas, a fé remove os obstáculos... Nada temas: é preciso crer somente!



Edição de texto retirado do livro “Boa Nova” – Pelo Espírito de Humberto de Campos / Psicografia de Francisco Cândido Xavier



:: SEMENTES DE AMOR ::

Perguntou-lhe a terceira vez: Simão, filho de Jonas, amas-me?” (JOÃO, 21:17.)



Aos aprendizes menos avisados é estranhável que Jesus houvesse indagado dos apóstolo, por três vezes, quanto à segurança de seu amor. O próprio Simão Pedro, ouvindo a interrogação repetida, entristecera-se, supondo que o Mestre suspeitasse de seus sentimentos mais íntimos.


Contudo, o ensinamento é mais profundo.


Naquele instante, confiava-lhe Jesus o ministério da cooperação nos serviços redentores. O pescador de Cafarnaum ia contribuir na elevação de seus tutelados do mundo, ia apostolizar, alcançando valores novos para a vida eterna.


Muito significativa, portanto, a pergunta do Senhor nesse particular.


Jesus não pede informação ao discípulo, com respeito aos raciocínios que lhe eram peculiares, não deseja inteirar-se dos conhecimentos do colaborador, relativamente a Ele, não reclama compromisso formal. Pretende saber apenas se Pedro o ama, deixando perceber que, com o amor, as demais dificuldades se resolvem. Se o discípulo possui suficiente provisão dessa essência divina, a tarefa mais dura converte-se em apostolado de bênçãos promissoras.


É imperioso, desse modo, reconhecer que as tuas conquistas intelectuais valem muito, que tuas indagações são louváveis, mas em verdade somente serás efetivo e eficiente cooperador do Cristo se tiveres amor.



Emmanuel
(Do livro “Caminho, Verdade e Vida”, Francisco Cândido Xavier)

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

::O CESTO E A ÁGUA ::

Um discípulo chegou para seu mestre e perguntou:
- Mestre, por que devemos ler e decorar a Palavra de Deus se nós não conseguimos memorizar tudo e com o tempo acabamos esquecendo? Somos obrigados a constantemente decorar de novo o que já esquecemos.
O mestre não respondeu imediatamente ao seu discípulo. Ele ficou olhando para o horizonte por alguns minutos e depois ordenou:
- Pegue o cesto de junco, desça até o riacho, encha o cesto de água e traga até aqui.
O discípulo olhou para o cesto sujo e achou muito estranha a ordem do mestre, mas, mesmo assim, obedeceu.Pegou o cesto, desceu os cem degraus da escadaria do mosteiro até o riacho, encheu o cesto de água e começou a subir.
Como o cesto era todo cheio de furos, a água foi escorrendo e quando chegou até o mestre já não restava nada.
O mestre perguntou-lhe:
-Então, meu filho, o que você aprendeu?
O discípulo olhou para o cesto vazio e disse, jocosamente:
-Aprendi que cesto de junco não segura água.
O mestre ordenou-lhe que repetisse o processo.
Quando o discípulo voltou com o cesto vazio novamente, o mestre perguntou-lhe:
-Então, meu filho, e agora, o que você aprendeu?
O discípulo novamente respondeu com sarcasmo:
-Que cesto furado não segura água.
O mestre, então, continuou ordenando que o discípulo repetisse a tarefa.
Depois da décima vez, o discípulo estava exausto de tanto descer e subri as escadarias.
Porém, quando o mestre lhe perguntou de novo:
-Então, meu filho, o que você aprendeu?
O discípulo olhando para dentro do cesto, percebeu admirado:
- O cesto está limpo! Apesar de não segurar a água, a repetição constante de encher o cesto acabou por lavá-lo e deixa-lo limpo.
O mestre por fim concluiu:
-Não importa que você não consiga decorar todas as passagens da Bíblia que você lê. o mque importa, na verdade, é que, no processo, a sua mente e a sua vida ficam limpas diante de Deus.

"O Senhor te abençoe e te guarde!
O Senhor te mostre a Sua Face e conceda-te a Sua Graça!
O Senhor volva o Seu Rosto para ti e te dê a Paz! (Numeros, 6,24-26)"

:: A TODOS OS PROTETORES ::


A todos os amigos e amigas que em algum momento de suas vidas, recolheram das ruas animais abandonados pelos seus donos, famintos, doentes e cuidaram não só alimentando e dando um teto, mas valorizando a preciosidade da vida. Deus esteja com todos sempre!

Dizem os espíritas que todos os animais de estimação, assim como nossos parentes queridos, nos aguardam no outro lado quando morremos. Se assim for.... segue uma pequena estória:



O pequeno filhote e o cão mais velho estavam deitados à sombra, sobre a grama verde, observando os reencontros. Às vezes um homem, às vezes uma mulher, às vezes uma família inteira se aproximava da Ponte do Arco-Íris, era recebida por seus animais de estimação com muita festa e eles cruzavam juntos a ponte.

De repente houve um grande tumulto na ponte e o filhotinho cutucou o cão mais velho:
- "Olha lá! Tem alguma coisa maravilhosa acontecendo! "

O cão mais velho se levantou e latiu:
- "Rápido! Vamos até a entrada da ponte!"


- "Mas aquele não é o meu dono!" - choramingou o filhotinho.

Mas mesmo assim ele obedeceu. Milhares de animais de estimação correram em direção àquela pessoa vestida de branco que caminhava em direção à ponte. Conforme aquela pessoa iluminada passava por cada animal, o animal fazia uma reverência com a cabeça em sinal de amor e respeito. A pessoa finalmente aproximou-se da ponte, onde foi recebida por uma multidão de animais que lhe faziam muita festa. Juntos, eles atravessaram a ponte e desapareceram.


O filhotinho ainda estava atônito:

- "Aquilo era um anjo?" - perguntou baixinho.

- "Não, filho" - respondeu o cão mais velho - "Aquilo era mais do que um anjo. Era uma protetora de animais que passou seu tempo na terra salvando vidas e olhando por nós...".

(Autoria não Citada, porém Iluminada)

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

:: OS INFORTÚNIOS OCULTOS ::

Nas grandes calamidades, a caridade se agita e vêem-se generosos impulsos para reparar os desastres. Mas, ao lado desses desastres gerais, há milhares de desastres particulares, que passam desapercebidos, de pessoas que jazem num miserável catre, sem se queixarem. São esses os infortúnios discretos e ocultos que a verdadeira generosidade sabe descobrir, sem esperar que venham pedir assistência.


Quem é aquela senhora de ar distinto, de trajes simples mas bem cuidados, seguida de uma jovem que também se veste modestamente? Entra numa casa de aspecto miserável, onde sem dúvida é conhecida, pois à porta é saudada com respeito. Para onde vai? Sobe até a água-furtada: lá vive uma mãe de família, rodeada pelos filhos pequenos. À sua chegada, a alegria brilha naqueles rostos emagrecidos. É que ela vem acalmar todas as suas dores. Traz o necessário, acompanhado de suaves e consoladoras palavras, que fazem aceitar a ajuda sem constrangimentos, pois esses infortunados não são profissionais da mendicância. O pai se encontra no hospital e, durante esse tempo, à mãe não pode suprir as necessidades.


Graças a ela, essas pobres crianças não sofrerão nem frio nem fome; irão à escola suficientemente agasalhados e, no seio da mãe, não faltará o leite para os menorzinhos. Se uma entre elas adoece, não lhe repugnará prestar-lhe os cuidados materiais. Dali seguirá para o hospital, levar ao pai algum consolo e tranqüilizá-lo quanto à sorte da família. Na esquina, uma carruagem a espera, verdadeiro depósito de tudo o que vai levar aos protegidos, que visita sucessivamente. Não lhes pergunta pela crença nem pelas opiniões, porque, para ela, todos os homens são irmãos e filhos de Deus. Finda a visita, ela diz a si mesma: Comecei bem o meu dia. Qual é o seu nome? Onde mora? Ninguém o sabe. Para os infelizes, tem um nome que não revela a ninguém, mas é o anjo da consolação. E, à noite, um concerto de bênçãos se eleva por ela ao Criador: católicos, judeus, protestantes, todos a bendizem.


Por que se veste tão simplesmente? Para não ferir a miséria com o seu luxo. Por que se faz acompanhar da filha adolescente? Para lhe ensinar como se deve praticar a beneficência. A filha também quer fazer a caridade, mas a mãe lhe diz: “Que podes dar, minha filha, se nada tens de teu? Se te entrego alguma coisa para dares aos outros, que mérito terás? Serei eu, na verdade, quem farei a caridade, e tu quem terás o mérito? Isso não é justo. Quando formos visitar os doentes, ajudar-me-ás a cuidar deles, pois dar-lhes cuidados é dar alguma coisa. Isso não te parece suficiente? Nada mais simples: aprende a fazer costuras úteis, e assim confeccionarás roupinhas para essas crianças, podendo dar-lhes alguma coisa de ti mesma”. É assim que esta mãe verdadeiramente cristã vai formando sua filha na prática das virtudes ensinadas pelo Cristo. É espírita? Que importa?


Para o meio em que vive, é a mulher do mundo, pois sua posição o exige; mas ignoram o que ela faz, mesmo porque não lhe interessa outra aprovação que a de Deus e da sua própria consciência. Um dia, porém, uma circunstância imprevista leva à sua casa uma de suas protegidas, para lhe oferecer trabalhos manuais. “Psiu! — diz-lhe ela. Não contes a ninguém!” Assim falava Jesus.




Texto retirado do 'Evangelho Segundo o Espiritismo' (Cap. 13)

:: QUANDO NASCEU JESUS? ::


Perguntemos a Maria de Magdala, onde e quando nasceu Jesus. E ela nos responderá:


- Jesus nasceu em Betânia. Foi certa vez, que a sua voz, tão cheia de pureza e santidade, despertou em mim a sensação de uma vida nova com a qual até então jamais sonhara.


Perguntemos a Francisco de Assis o que ele sabe sobre o nascimento de Jesus. Ele nos responderá:


- Ele nasceu no dia em que, na praça de Assis entreguei minha bolsa, minhas roupas e até meu nome para segui-lo incondicionalmente, pois sabia que somente Ele é a fonte inesgotável de amor.


Perguntemos a Pedro quando deu o nascimento de Jesus, ele nos responderá:


- Jesus nasceu no pátio do palácio de Caifás, na noite em que o galo cantou pela terceira vez, no momento em que eu o havia negado. Foi nesse instante que acordou minha consciência para a verdadeira vida.


Perguntemos a Paulo de Tarso, quando se deu o nascimento de Jesus. Ele nos responderá:


- Jesus nasceu na Estrada de Damasco quando, envolvido por intensa luz que me deixou cego, pude ver a figura nobre e serena que me perguntava: Saulo, Saulo porque me persegue? E na cegueira passei a enxergar um mundo novo quando eu lhe disse: “Senhor, o que queres que eu faça?!”


Perguntemos a Joana de Cusa onde e quando nasceu Jesus. E ela nos responderá:


- Jesus nasceu no dia em que, amarrada ao poste do circo em Roma, eu ouvi o povo gritar: “Negue! Negue!” E o soldado com a tocha acesa dizendo: “Este teu Cristo ensinou-lhe apenas a morrer?” Foi neste instante que, sentindo o fogo subir pelo meu corpo, pude com toda certeza e sinceridade dizer: “Não me ensinou só isso, Jesus ensinou-me também a amá-lo.”


Perguntemos a Tomé onde e quando nasceu Jesus. Ele nos responderá:


- Jesus nasceu naquele dia inesquecível em que ele me pediu para tocar as suas chagas e me foi dado testemunhar que a morte não tinha poder sobre o filho de Deus. Só então compreendi o sentido de suas palavras: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida.”


Perguntemos à mulher da Samaria o que ela sabe sobre o nascimento de Jesus. E ela nos responderá:


- Jesus nasceu junto à fonte de Jacob na tarde em que me pediu de beber e me disse: “Mulher eu posso te dar a água viva que sacia toda a sede, pois vem do amor de Deus e santifica as criaturas.” Naquela tarde soube que Jesus era realmente um profeta de Deus e lhe pedi: “Senhor, dá-me desta água.”


Perguntemos a João Batista quando se deu o nascimento de Jesus. Ele nos responderá:


- Jesus nasceu no instante em que, chegando ao rio Jordão, pediu-me que o batizasse. E ante a meiguice do seu olhar e a majestade da sua figura pude ouvir a mensagem do Alto: “Este é o meu Filho Amado, no qual pus a minha complacência!” Compreendi que chegara o momento de ele crescer e eu diminuir, para a glória de Deus.


Perguntemos a Lázaro onde e quando nasceu Jesus. Ele nos responderá:


- Jesus nasceu em Betânia, na tarde em que visitou o meu túmulo e disse: “Lázaro! Levanta!” Neste momento compreendi finalmente quem Ele era... A Ressurreição e a Vida!


Perguntemos a Judas Iscariotes quando se deu o nascimento de Jesus. Ele nos responderá:


- Jesus nasceu no instante em que eu assistia ao seu julgamento e a sua condenação. Compreendi que Jesus estava acima de todos os tesouros terrenos.


Perguntemos a Bezerra de Menezes o que ele sabe sobre o nascimento de Jesus e ele nos responderá:


- Jesus nasceu no dia em que desci as escadas da Federação Espírita Brasileira e um homem se aproximou dizendo: “Vim devolver-lhe o abraço que me deste em nome de Maria, porque renovei minha fé e a confiança em Deus.” Foi naquele instante que percebi a Sua misericórdia e o Seu imenso amor pelas criaturas.


Perguntemos, finalmente, a Maria de Nazaré onde e quando nasceu Jesus. E ela nos responderá:


- Jesus nasceu em Belém, sob as estrelas, que eram focos de luzes guiando os pastores e suas ovelhas ao berço de palha. Foi quando o segurei em meus braços pela primeira vez e senti se cumprir a promessa de um novo tempo através daquele Menino que Deus enviara ao mundo, para ensinar aos homens a lei maior do amor.


Agora pensemos um pouquinho:


E para nós, quando Jesus nasceu?


Pensemos mais um pouquinho:


E se descobrirmos que ele não nasceu?


Então, procuremos urgentemente fazer com que ele nasça um dia destes, porque, quando isso acontecer, teremos finalmente entendido o Natal e verdadeiramente encontrado a luz.


Que Jesus nasça em nossos corações e que seja sempre Natal em nossas vidas, para que nunca nos falte a Esperança e a Alegria Cristã.



Retirado do blog Fraternidade Espírita Chico Xavier


quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

:: SAIBAMOS SEMEAR AMOR ::


O futuro se projeta pela soma dos nossos átos ao longo do tempo.

As atitudes, princípios e ideais, são de vital importância em nossas vidas.

A prática do bem, a fraternidade e renovação interior, alicerçados nas leis de amor, nos preparam um amanhã de luz e paz pregado por JESUS CRISTO.

Somos nós os idealizadores dos nossos caminhos.

SAIBAMOS SEMEAR AMOR.

:: VALORES REAIS DO NATAL ::


O verdadeiro espírito do Natal se chama amor e no momento especial em que se reprisa, nos quadros da Terra, nos possibilita o exercício da nossa capacidade maior de doação.

Muito além dos presentes, da ceia, do encontro familiar, comemorar o Natal significa viver a mensagem do Divino Aniversariante, lançada há mais de 2000 anos e que até hoje prossegue ecoando nos corações.

Mais um ano se renova e com ele a semente de novas esperanças são plantadas nos nossos corações.

Amamos nosso próximo como mandou nosso Querido Mestre Jesus?

Talvez possamos fazê-lo de uma maneira melhor neste ano que se inicia.

Tentemos!

Cuidamos dos nossos com o coração tranquilo, com a vontade de fazer e realizar o melhor em suas vidas?


Tentemos!

Lembre-se de que, Jesus está ao nosso lado sempre, embora muitas vezes não o vejamos, Ele está aí,pertinho de nós, manso e suave, vela por ti e por mim!

Tentemos sempre!

Que o nosso coração possa nos guiar nesta missão, escuta teu coração mais que a razão, pois Deus enviou seu Filho Amado para que se encarnasse entre nós e resgatasse nossos erros até o final dos tempos.

Deus não usou a razão pra isso!! se o fizesse jamais enviaria seu Filho para morrer por mim e por você. Este é o verdadeiro Espírito do Natal. Amor pela humanidade.

Desejo que... Jesus se encontre sempre na manjedoura de nossos corações. Um Natal de Paz e Alegrias a todos os povos.

Rita de Lucas

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

:: NATAL É TEMPO DE RENOVAÇÃO ::



Glória a Deus nas Alturas, paz na Terra e boa vontade para com os homens. (Lucas, 2:14.)

O Novo Testamento nos fala do nascimento de Jesus e narra de maneira sublime a vinda Dele entre nós.
O Evangelho de Lucas, no capítulo 2, v.14, conta do aparecimento de um anjo aos pastores, enviado por Deus, anunciando a presença de Seu Filho, o Cristo, ungido por Ele, nosso Pai Celestial, com a missão de trazer a todos os homens a Sua paz.

O anúncio que o anjo de Deus fez e o aparecimento das legiões que o acompanhavam nos permitem refletir um pouco sobre esse momento de sublimidade, que a cada ano vemos repetir-se, sem, contudo alterar nossas vidas.

Glória a Deus nas Alturas, paz na Terra e boa vontade para com os homens, nos disse o Emissário Celeste, conduzindo os pastores, que guardavam seus rebanhos durante a noite, a buscarem a luz da estrela que ficaria brilhando para sempre em nossos corações.

Na verdade, louvamos ao Pai nas Alturas Celestes por nos ter enviado o Messias, o Cristo. Mas, também é verdade que, ainda hoje, não conseguimos entender seus ensinamentos e por essa razão a mensagem do anjo não se concretiza. Não temos ainda condição de, através de Jesus, estabelecermos a paz na Terra porque não conseguimos ter boa vontade uns com os outros.

Ou será que o anúncio da boa vontade a que o anjo se referiu é a boa vontade de Deus para com os homens ao nos enviar Jesus?

É importante refletirmos sobre isso para que não repitamos as palavras do anjo, apenas em cartões de Natal, que enviamos, às vezes, por simples obrigação, mas, sim, porque desejamos realmente compartilhar a alegria desse dia. É imprescindível verificarmos se no abraço que damos no companheiro, repetindo as palavras? Paz em seu lar? Ou? Muita paz em seu coração? elas representam verdadeiramente, o sentimento fraterno de que ? Desejo ao outro o que quero para mim? Ou se somente cumprimos um ritual social ao qual estamos acostumados.

É necessário repensarmos nossos sentimentos nesta ocasião porque Natal significa nascimento e nascimento quer dizer renovação recomeço ou, talvez, apenas começo.

Começo de nova caminhada, de novos entendimentos, de nova compreensão do porquê estarmos aqui, de quais são nossas tarefas, de quais são nossas reais necessidades, de procurarmos descobrir com vontade firme e perseverança nossas capacidades interiores de sermos pessoas melhores, de aprendermos a ser mais tolerantes, mais misericordiosos, mais companheiros dos nossos companheiros de jornada, porque nunca caminhamos sozinhos.

De sermos também mais indulgentes com quem nos magoa, mais generosos conosco ao pararmos de nos sentir culpados por termos escolhido caminhos tortuosos que ignorávamos não deveriam ser percorridos.
Desconhecíamos, antes, a Lei Divina de que tudo que fizermos aos outros, a nós retorna.


Porém, hoje, mais conscientes dos nossos deveres morais para com nossos companheiros de caminhada evolutiva, já não cometemos tantos equívocos. Apesar de ainda termos dificuldades para perdoar, de não conseguirmos nos desprender de preconceitos, de ainda sermos intolerantes para com aqueles que não atendem nossos desejos, de ainda nos julgarmos mais importantes que os outros, por razões que perante as Leis de Deus, não têm nenhuma importância, já somos capazes de pequenas renúncias em favor dos nossos filhos e de nossos entes amados.

Já nos permitimos não guardar rancores, apesar de ainda alojarmos mágoas em nossos corações, frutos de um sentimento de egoísmo que ainda é tão presente em nossas atitudes. Hoje, já somos capazes de não agirmos com violência física e às vezes até verbal diante de situações que, certamente, ontem, nos fariam cometer desatinos. Tudo isso nos mostra o quanto pudemos caminhar.

Algumas vezes dizemos: Mas, falta tanto! É verdade, mas também é bom olharmos o quanto já caminhamos. Basta voltarmos nossos olhos para trás e, voltando no tempo, percebermos as grandes mudanças na nossa maneira de conduzir a vida.

Natal significa nascimento, nosso nascimento a cada dia que amanhece.
Assim como a luz do Cristo brilhou para nós com Sua vinda, a cada manhã a luz da renovação brilha em nossos corações nos convidando ao aperfeiçoamento e à iluminação.

E que renovação é essa a qual somos convidados a realizar cada dia? Que luz é essa que sentimos brilhar dentro de nós e que nos fortalece para que comecemos nossa jornada com ânimo e alegria?

A resposta a essas perguntas encontramos dentro de nós próprios, na certeza de que somos amparados, de que apesar das dificuldades de cada dia, colheremos o fruto da nossa sementeira de lutas. Mas, para que isso aconteça, é preciso que tenhamos fé.

Não aquela fé de quem hoje crê - porque tudo está bem e está relativamente feliz e em paz - e amanhã não crê porque a dificuldade lhe bate à porta, chamando-o para a luta redentora.

Estamos falando da fé de quem sabe que pela Bondade Divina temos Jesus ao nosso lado, nos sustentando através do Seu Evangelho de Luz e de Amor.

Sabemos que a Terra não é lugar só de alegrias, pois encontramos aflições e lágrimas por todos os cantos e, por causa disso, muitas vezes, um sentimento de pesar toma conta de nossos pensamentos, e nos deixamos envolver na atmosfera de iniqüidade que nos rodeia, pela violência sem sentido, pela falta de respeito com a vida.

Todavia, quando esse sentimento se fizer sentir em nossos corações, lembremo-nos de Jesus. Lembremos que a cada um será dado conforme suas obras e que cabe a nós, a cada um de nós, a construção de um planeta melhor, com mais amor, com mais fraternidade e mais tolerância de uns para com os outros.

Estaremos, certamente, espantando de nossas mentes essas imagens desequilibrantes que desarmonizam nossa alma e nos fazem valorizar o que precisa e deve ser combatido com fé e com amor, através de pensamentos construtivos no bem.

Cabe a nós nos lembrarmos sempre de que a paz na Terra a qual se referiu o Emissário de Deus, anunciando o nascimento de Jesus, não é a paz entre conflitos, mas a paz construída diariamente, incessantemente, dentro de nós, buscando a mansidão, a doçura e a meiguice nos nossos pensamentos, nos nossos atos e nas nossas palavras, como nos exemplificou o doce Rabino da Galiléia.

A paz na Terra é a paz da bem-aventurança prometida por Jesus, em nome de Deus e que já está sendo vivida por aqueles que irradiam, ao seu redor, uma atmosfera de amor para com todos; daqueles que são capazes de praticar o bem sem nada pedirem em troca; daqueles que podem dizer, ao se prepararem para dormir: Obrigado Jesus por ter podido ser útil ao meu próximo neste dia.

A conquista da paz interior é exercício do amor verdadeiro em benefício dos outros e esse exercício não cansa o coração que ama.

Muito pelo contrário, nos fortalece e nos anima para as lutas diárias, nos acalma e nos alegra mesmo diante de dificuldades, porque, acima de tudo, acreditamos na promessa de que somos os herdeiros do Reino dos Céus.
Herdeiros de um céu que já existe em nós quando compreendemos o porquê da vinda do Cordeiro de Deus entre nós; quando, atendendo ao chamado do Pai, buscamos a luz do Cristo através dos seus ensinamentos.

Natal significa nascimento de Jesus em nossos corações. Significa o nascimento da esperança, a cada dia, quando conseguimos compreender a semeadura de luzes que Jesus veio realizar em nós. E, quando nos dermos conta de que temos, ao despertar em cada manhã, infinitas possibilidades de trabalho para nossa elevação, e que, na realização delas, encontramos as sementes luminosas do Mestre clareando nossa caminhada, entenderemos o que significa comemorar o Natal, porque o estaremos realizando em nossos próprios corações.

Temos consciência de que é com bastante dificuldade que conseguimos nos manter, algumas vezes, ligados a essa luz. Mas também temos consciência de que nosso esforço para que isso aconteça mais de uma vez e para que esse tempo dure cada vez mais, é sempre recompensado pelas benesses divinas.

Cada movimento que fazemos para nos elevarmos acima dos sentimentos egoístas que ainda nos comandam a vida nos aproxima do Mestre Jesus.

Cada vez que abaixamos os olhos e conseguimos ver nosso irmão necessitado, principalmente em nossos lares, tendo a coragem de estender-lhe a mão, reerguendo-o para que caminhe ao nosso lado, estamos fazendo Jesus nascer dentro de nós.

Somos ainda Espíritos jovens no entendimento das coisas divinas. Sentimos Jesus tão distante de nós e não O percebemos ao nosso lado, representado pelo cuidado que dispensamos ao nosso lar, pelo atendimento aos aflitos que nos cruzam o caminho, pela necessidade que sentimos de fazer o bem, pela paciência que temos com o colega de trabalho que se encontra aturdido, pela educação com que tratamos aqueles que nos servem, e tantas outras formas, que nem sabemos quantas.

E, justamente por não compreendermos bem onde está Jesus, ficamos aguardando, tanto no Natal como todos os dias, que o Divino Amigo venha nos abençoar e atender nossas rogativas.

Ficamos esperando que Ele desça até nós atendendo aos nossos desejos, enquanto o Mestre querido, pacientemente, permanece aguardando que, através das luzes dos Seus ensinamentos, subamos até Ele.

Que possamos todos, principalmente neste Natal, renovar nossas disposições de atender ao chamamento de Jesus: Vinde a mim vós que estais aflitos que eu vos aliviarei.


Um feliz Natal a todos, repleto de luzes interiores.
Leda Maria Flaborea

domingo, 21 de dezembro de 2008

:: QUANDO ME SINTO FRACA, ENTÃO É QUE ME FAÇO FORTE ::


Sei que Deus não me criou para que me sentisse derrotada pelos problemas que a vida me apresenta.

Deus não me criou para o desânimo que insistente bate à porta de meu coração, sempre que alguma coisa não dá certo.

Ele não quer ver esta ruga que aparece em meu rosto, refletido no espelho, sinal de toda a preocupação que ocupa em minha mente.

Ele sabe que se hoje as coisas não me parecem bem, amanhã, à luz de um novo dia, elas me parecerão menos graves, do que o impacto que me causaram.

Ele sabe, que não obstante, à pequenez de minha fé, sinto que posso contar com a sua proteção.

Sabe que tenho a certeza absolutade que não colocará em meus ombros peso maior do que eu possa suportar.

Sabe que entendo que essas experiências desagradáveispelas quais passo em minha vida, servirão apenas para evoluir e fortalecer meu espírito e enriquecer meus conhecimentos. E é por tudo isso,que não devo esmorecer, não devo dar ao meu inimigo, seja ele quem for, físico, moral ou espiritual, o gosto da vitória sobre mim.

Deus me criou para ser amada, principalmente por mim mesma!

DEUS ME CRIOU PARA VENCER...SEMPRE!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

:: ACOLHENDO E SENDO ACOLHIDO ::

Sonia Dutra

Como devemos agir quando chega uma nova pessoa em nosso ambiente de trabalho, em nossa Casa Espírita, em nossa família, em nosso núcleo de convivência ou num grupo de amigos?

Necessitamos aprender a acolher uma pessoa, um amigo novo, não só com a mente, mas com todo o corpo, procurando sentir o campo da energia do encontro entre nós e o outro. Isso nos leva a criar um espaço de serenidade e alegria que nos fará ouvir e sentir o próximo, sem que nossas mentes venham a intervir.

Acolher, nessa forma de pensar, é muito mais do que oferecer sorrisos e abraços: é dar à outra pessoa um espaço para ela ser, pois este é o presente mais precioso que se pode dar a alguém.
Muitas pessoas não sabem acolher ou serem acolhidas porque estão dominadas pelo pensamento: prestam muito mais atenção a palavras e conceitos do que ao ser da outra pessoa, que acaba ficando “escondido” atrás de palavras e de pensamentos excessivamente racionais.

Essa forma de estar com o outro é o início da realização de uma união que chamamos de AMOR. Assim, estaremos abertos ao cuidado em comunhão, e um verdadeiro encontro “Eu-Tu” acontecerá. Uma agradável relação haverá de florescer por esse caminho e minimizará os conflitos das relações.

A boa relação “Eu-Tu” floresce no espaço vazio do reconhecimento de nossa humanidade no outro. O ato de acolher poderá ainda ser uma porta de entrada para a iluminação espiritual, se soubermos (Eu, que acolho, e Tu, que és acolhido) nos tornar pessoas mais amorosas e conscientes.

Qual o resultado? A verdadeira comunhão entre nós e os outros, abrindo a porta da experiência renovadora do encontro.

A tarefa de acolher exige autocuidado na relação Eu-Tu para o aprendizado do que chamamos solidariedade, e para isso a generosidade tem que estar presente. Aristóteles nos diz que “a qualidade do homem livre é a generosidade” - virtude escassa nas relações de hoje, pois valorizamos as pessoas pelo que elas têm e não pelo que são.

Como antídoto para o egoísmo, generosidade é o ato de doar. O generoso torna-se amável, capaz de amar e se deixar amar. Quem acolhe mostra-se uma pessoa compreensiva, aberta, disponível, disposta a ajudar. Não poupa simpatia, que etimologicamente significa sentir-com: sentir alegria e dor com o outro, estar com ele no prazer e no desprazer.

Acolher seria, então, a saída de si mesmo para começar a ser com os outros.
Poderíamos também finalizar dizendo que acolher é uma das maneiras de se fazer caridade? Mais do que isso: é um convite a todo trabalhador “antigo ou novo”. Para perceber, com Santo Agostinho, que sem amor a vida é desumana: “Ama e faze o que puderes”.

O jornal O APRENDIZ é uma publicação bimestral do CEMA - Centro Espírita Maria Angélica

:: NOSSA FAMÍLIA ESPIRITUAL É IMENSA! ::

Somos espíritos milenares. Já nascemos e morremos muitas vezes no caminho do aprendizado espiritual. Sendo assim, inúmeros são aqueles que já dividiram conosco emoções, sentimentos, dores, sofrimentos e experiências.

Se pudéssemos observar o plano espiritual a nossa volta veríamos que existem instrutores amigos que nos intuem, nos ajudam e nos acompanham no processo de aprendizado. Cada encarnação representa, para nós, uma nova oportunidade de vivenciar experiências e meditar conseqüências, aprendendo lições importantes para a nossa caminhada evolutiva.

O amor que desenvolvemos pelos entes queridos, companheiros de jornada, é o mesmo que já fomos capazes de sentir em diversas oportunidades. Já fomos pais, filhos, irmãos, esposos, esposas e amigos de muitos outros entes queridos que, necessariamente, não estão convivendo conosco na vida presente.

O apego diante da perda de pessoa amada, às vezes, nos impede de ver que Deus nos dá a misericórdia do esquecimento do passado para que possamos realizar as experiências, que nos são necessárias, sem a influência de fatos do passado e que ocasionalmente possam ter marcado nossas existências atuais ou anteriores.

O amor deve ser doado sem apego ou fixação, pois, caso contrário, continuaremos a nos manter prisioneiros de sentimentos egoístas que ainda habitam em nós. Cada ser que nos é concedido, pelo Pai, receber, neste mundo de provas e expiações, é um irmão do caminho que precisa de nós tanto quanto precisamos dele e que se aqui está é porque aqui precisa estar. Jamais devemos nos preocupar em quem seja esse irmão ou irmã que Deus nos envia como oportunidade de aprendizado.

Devemos ser capazes de amá-lo em suas próprias características, deixando no passado outras experiências já vividas. Nossa parentela espiritual é muito grande. São muitos aqueles que nos amam e a quem, de alguma forma, ainda devemos estar ligados.

Devemos amar a todos os que chegam à nossa família terrena para mais uma jornada de experiências, sem a preocupação de querer desvendar seus passados. Devemos aceitá-los em suas próprias individualidades, conforme a vontade de Deus, sem corrermos o risco da injustiça de julgá-los diferentes daquilo que realmente são.


SERVIÇO ESPÍRITA DE INFORMAÇÕES Boletim Semanal editado pelo Lar Fabiano de Cristo Diretor: Danilo Carvalho Villela Editores: Jorge Pedreira de Cerqueira Eloy Carvalho Villela Endereço: Rua dos Inválidos, 34 - 7o andar Centro - CEP 20231-044 Rio de Janeiro - RJ Tel. (21) 2242-8872 Fax (21) 3806-8649 Brasil

:: CASAMENTO APRENDIZADO DE VIDA ... ENCONTRO OU REENCONTRO MÁGICO? ::


O que é, afinal, o casamento?

Sonia Dutra

Minha experiência de vida poderia, simploriamente, dizer que casamento é aquilo onde quem está dentro quer sair e quem está fora quer entrar.

O casamento poderia ser visto como uma sonhada viagem para a qual duas pessoas levam sua mala individual, mas vão precisar construir e arrumar uma nova mala: a do Nós, na qual entrarão coisas de um e de outro, mas muito também terá de ser deixado para trás.
Quando as pessoas não atentam para suas diferenças, o casamento reflete uma união torturante, onde duas pessoas passam a se alimentar de uma relação doente de desatenção, indiferença e silêncio. Surgem, na convivência, medos, incompreensões, distanciamentos e traições.
O mundo do casal se torna como um campo de violência e competição.É o casamento sem casamento.


Hoje, mais do que nunca, todos querem apenas ganhar, sem abrir mão das suas possibilidades de encontrar o prazer. Desejamos novos modelos de relação, como as vantagens das uniões antigas, porém sem suas desvantagens.
Buscamos um amor que sobreviva a novos amores, que seja tudo e muito mais. Deparamo-nos com casais que se amam num dia e, no outro, são inimigos em campo de guerra, onde tudo - família, filhos, profissão - são disputas.

Hoje, a falta de compromisso é a marca da maioria dos casais cujo objetivo principal é a busca do prazer individual. Diante de um egoísmo profundo, as relações são breves, superficiais e sem envolvimento emocional de fato.
Wilhelm Reich nos diz que “o vínculo com o parceiro se dá a partir de responsabilidade e desejos internos, e não através de coerções sociais”.

A fidelidade no casamento, portanto, não deve passar apenas pela sexualidade, mas sim pelo quanto que o casal está disposto a respeitar os seus compromissos de encontro existencial.

O casal que faz de sua união um espaço de vida compartilhado como amantes, esposos, amigos íntimos, pais, irmãos, confidentes, cúmplices, desenvolve a maior de todas as parcerias, aquela que resgata suas dificuldades de outras vidas sem comprometer as vidas futuras. Esta incrível completude, com base numa disponibilidade amorosa grande, dá ao casamento um tom de grande empreendimento, muito mais espiritual do que material.

O casamento deixa de ser baseado em pactos e contratos para se basear em sentimentos de amor e atração sexual.

O desejo de estar junto com passa a ser prioritário, e com ele a vontade de conquistar e reconquistar a cada dia. Tudo isso dá à união uma categoria melhor, e maior é o aprendizado em cumplicidade, respeito, negociação, compromisso e escolha.

É, pois, o casamento uma construção trabalhosa, tal qual todo ato criativo do ser humano, trazendo medos, inseguranças, desejos, conflitos.

Mas ainda assim não queremos abrir mão do doce sonho de felicidade que só o amor pode trazer.
Há entre o homem e a mulher algo que lhes dá a possibilidade de uma relação de bem-querer, aconchego, ternura e sensualidade, que é o amor.

Paixão é sentimento inicial e provisório e se transforma no tempo.

O amor é um sentimento amplo e duradouro que, para sobreviver, deve conter os resíduos da paixão original. É o amor que determina o desejo de estabelecer vínculos estáveis com outra pessoa; exigência de uma vida compartilhada, de intimidade, de projetos comuns, respeito às mudanças individuais, crescimento a dois.

O amor é o que nos faz ter mais coragem para viver o desafio da comunhão. O amor não é por si só a solução, mas é sim, sem dúvida, um modo de abertura para o outro sem igual, pois é capaz de sustentar conflitos e desigualdades e trazer o maior de todos os desafios: a destinação do ser humano para a liberdade e felicidade. O caminho do amor é impresso no coração do homem.

Como diz Joanna de Angelis em “Amor, Imbatível Amor”:
“... [o amor] é fonte inexaurível de energias capazes de modificar todas as estruturas comportamentais do ser humano.
... Variando de expressão e de dimensão em todos os seres, é sempre o mesmo impulso divino que brota e se agiganta, necessitando do direcionamento que a razão oferece, a fim de superar as barreiras do ego e tornar-se humanista, humanitarista, plenificador, sem particularismo, sem paixão, livre como o pensamento e poderoso quanto a força da própria vida.”

O jornal O APRENDIZ é uma publicação bimestral do CEMA - Centro Espírita Maria Angélica

:: " A VIDA ... " ::


A vida é por demais valiosa, não te permita abater diante das vicissitudes próprias da existência.

Faz renascer o otimismo e alegria em viver, tenha coragem, desperta para afastar de vez esse emaranhado de incertezas e temores.

Ora e confia, ilumina teu sorriso valorize a vida, dádiva divina. Você pode.

:: O TEMPO DO SENHOR ::


O lar dos apóstolos em Jerusalém, era Tiago, filho de Alfeu, o mais intransigente cultor dos princípios de Moisés, entre os seguidores da Boa Nova.

Passo a passo, referia-se à alegação do Cristo: "eu não vim destruir a Lei..." e encastelava-se em severa defesa do moisaísmo, embora sustentasse fervorosa lealdade à prática do Evangelho.

Não vacilava em estender braços generosos aos irmãos infelizes que lhe recorressem aos préstimos; contudo, reclamava estrita obediência à pureza dos alimentos, às posturas do hábito, às festas tradicionais e à circuncisão. Mas, de todos os preceitos, detinha-se particularmente na consagração do chamado "dia do Senhor". Para isso, compelia todos os companheiros ao estudo e à meditação, à prece e ao silêncio, cada vez que o sábado nascesse, conquanto fossem adiados importantes serviços de assistência e socorro aos necessitados e enfermos que lhes batiam à porta.

Dominado de zelo, o apóstolo notara a ausência de Zorobatan bem Assef das orações do culto, com manifesto pesar. Zorobatan, o vendedor de lentilhas, fora-lhe colega de infância na Galiléia,; no entanto, desde muito vivia nos arredores da grande cidade, viúvo e sem filhos, prestando desinteressado auxílio ao movimento apostólico. Amanhava pequeno campo e negociava os produtos colhidos, depondo a maior parte dos lucros na bolsa de Simão Pedro, para as garantias da casa; entretanto, se vinha à instituição; suarento e cansado nas horas de trabalho exaustivo; era ele, nos instantes da prece, o faltoso renitente.

Varias vezes Tiago mandara portadores adverti-lo, mas porque a situação se mostrasse inalterada por mais de seis meses, o deliberou próprio repreende-lo, em pessoa, no ambiente rural.

Sobraçando grande rolo com apontamentos do Pentateuco, junto de André, o fiel defensor da Lei, né ensolarada manhã de um sábado de estio, varava trilhas secas e poeirentas, em animada conversação.

A certo trecho, falou-lhe o companheiro, sensato:
- Consideras, então, que um crente sincero, qual Zorobatan, seja passível de reprimenda simplesmente porque não nos partilhe as assembléias?

- Não tanto por isso - volveu Tiago, dando ênfase aos conceitos - Ele não apenas nos esquece o refúgio, mas também foge de respeitar o terceiro mandamento. Empregados e vizinhos do seu campo avisam-lhe, cada semana, que ele passa os sábados inteiros em atividade intensiva, recebendo auxiliares adventícios, que lhe revolvem os celeiros e as terras.

E o diálogo continuou:

- Não se trata, porém, de abnegado amigo das boas obras?
- Sem dúvida. E creio igualmente que a fé sem obras é morta em si mesma; contudo, a Lei determina que seja santificado o tempo do Senhor.
- E o próprio Jesus? Não curou nos dias de sábado?
- Não podemos discutir os desígnios do Mestre, de vez que a nós cabe reverencia-los tão somente... Se ele mesmo lia os Sagrados Escritos nas sinagogas, nos dias de repouso, ensinando-nos a orar, não vejo como desmerecer as veneráveis prescrições.

André solicitou alguns instantes e voltou a observar:
- Se uma de nossas crianças caísse no poço, dia de sábado, não deveríamos salvá-la?
- Sim - concordou Tiago - mas nos sábados subsequentes, ser-nos-ia obrigação prender todas as crianças em recinto adequado, para que a impropriedade não se repetisse.
- E se fosse um animal de trabalho, um burro prestimoso, por exemplo, que viesse a tombar em cisterna profunda? Seria lícito deixa-lo morrer à míngua de todo amparo, porque o desastre ocorresse num dia determinado para o descanso?
- Não exitaria em socorrer o burro - disse o interlocutor, sole - mas vende-lo-ia, de imediato, para que não voltasse a ocasionar transtorno semelhante.

Nesse ponto do entendimento, a pequena cada de Zorobatan surgiu à vista. No átrio limpo e singelo, erguia-se mesa tosca e, junto à mesa, magras mulheres lavavam pratos de madeira. Velhos doentes arrastavam-se em torno, enquanto meninos esquálidos traziam frutos, do depósito de provisões.

Apesar da pobreza em derredor, todos os semblantes irradiavam alegria. À curta distância, Tiago viu Zorobatan que vinha do interior, carregando enorme vasilha fumegante.

Surpreendido, escutou-lhe a palavra, chamando os presente para a sopa que oferecia, gratuita, ao mesmo tempo em que tornava à cozinha para buscar nova remessa. Sentaram-se todos os circunstantes, nos quais o apóstolo anotou a presença de alijados e enfermos, viúvas e órfãos, que ele próprio já conhecia desde muito.

Aproximou-se, no entanto, da porta e esperava que o amigo regressasse ao pátio, de modo a exprimir-lhe a desaprovação que lhe rugia nalma, quando viu Zorobatan sair da intimidade doméstica, arfando de fadiga, ao peso de recipiente maior. Desta vez, porém, um homem de olhar brando vinha, junto dele, apoiando-lhe as mãos calosas, para que o precioso conteúdo não se perdesse.

O visitante, irritado, dispunha-se a levantar a voz, quando reconheceu no ajudante desconhecido o próprio Cristo que ele, só ele Tiago, conseguiu ver...
- Mestre!... - exclamou entre perplexo e constrangido.
- Sim, Tiago - respondeu Jesus sem se alterar -, agradeço as preces com que me honram, mas devo estar pessoalmente com todos aqueles que auxiliam os nossos irmãos por amor de meu nome...

Com grande assombro para André, o velho apóstolo, em pranto mudo, largou o rolo da Lei sobre um montão de calhaus superpostos, segurou também a panela e começou a servir.


Pelo Espírito Irmão X, Do livro: Senda para Deus.
Médium: Francisco Cândido Xavier - Espírito Diversos.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

:: UM GRANDE AMOR ::


Stella estava sentada na sala. Era inverno. Mas o maior frio que ela sentia vinha de dentro. Da alma. Jamais ela sentira tanto medo da tempestade, dos ventos gelados e da chuva. É que agora estava sozinha. Seu querido David havia morrido há 3 meses. Ela jamais poderia imaginar que sentiria tanto a sua falta. Desde que o diagnóstico de câncer terminal chegara, ela se preparara para a morte dele. Ele também. Homem organizado, deixara toda a papelada em ordem. Dinheiro não lhe faltaria para as necessidades. Ele pensara em tudo. Mas a ausência dele era terrível. Ao terceiro toque da campainha, ela se levantou para atender a porta. Antes, olhou pela janela, um pouco desconfiada. Afinal, havia tantos assaltos. Era um rapaz com uma caixa grande. Viu o carro de entregas estacionado em frente ao portão. Abriu a porta e o ar gélido entrou, tomando conta da sala inteira.

É a senhora Araújo? –perguntou o funcionário. Ao sinal afirmativo de Stella, ele pediu licença para entrar e colocou a caixa no meio da sala. Antes que pudesse indagar qualquer coisa, o entregador, jovial, foi explicando: A senhora nos desculpe. Era para entregar somente na véspera do Natal. Porém, hoje é o último dia de expediente no canil. Espero que a senhora não se importe. Entregou-lhe um envelope, abriu a encomenda e retirou o presente: um filhote de cão Labrador. A carta explica tudo, continuou o rapaz. O cão foi comprado em julho, quando a mãe dele estava prenhe. Ele tem seis semanas de idade e é um cão doméstico. A senhora espere um pouco que vou buscar o restante da encomenda. Largou o cãozinho e ele foi se sentar aos pés de Stella, fungando feliz e olhando para ela. O restante da encomenda era uma caixa enorme de alimentos para cães, uma correia e um livro Como cuidar de seu cão Labrador. Stella continuava parada, estática. Acabara de reconhecer no envelope a letra de David. Quando o entregador se foi, ela andou de volta até a sua poltrona. Tremia inteira. O cãozinho ficou ali, olhando-a ainda com seus olhos castanhos, à espera de um afago. A carta não era longa mas repassada de carinho.

David a escrevera antes de morrer e a deixara com o proprietário do canil. Era seu último presente de Natal. Ele havia comprado o animal para lhe fazer companhia. A carta era cheia de amor e lhe dava ainda conselhos e incentivo para que fosse forte, até o dia em que voltariam a ficar juntos, na espiritualidade. Ela olhou para o cãozinho e estendeu a mão para o apanhar. Segurou-o nos braços. Pensou que fosse pesado, mas tinha o peso e tamanho da almofada do sofá. O animalzinho de pelos castanhos lhe lambeu o queixo e se aninhou em seu pescoço. Ela chorou de saudade. Ele ficou ali, quietinho. Então, criaturinha, aqui estamos você e eu. O cachorrinho fungou, concordando, pondo sua língua rosada para fora. Stella sorriu. Então, vamos para a cozinha fazer uma sopa? Vou lhe dar ração e depois leremos um bom livro, juntos. Que acha? O cãozinho latiu e abanou a cauda, como se tivesse entendido exatamente o sentido de cada uma das palavras. E acompanhou Stella até a cozinha.

* Na sua imensa sabedoria, Deus criou os animais para auxiliar o homem em suas tarefas, tanto quanto para lhe prover algumas necessidades. Também para servir de amparo aos que andam sós, aos famintos de afeto. Tornam-se muitas dessas criaturas, em sua missão de servirem ao homem, excelentes zeladores de vidas humanas. Ao homem cabe amparar-lhes as vidas e retribuir-lhes com cuidados a atenção e devotamento. São também eles a manifestação do amor de Deus na Terra.


Redação do Momento Espírita com base no cap. Entrega posterior, de Cathy Miller, do livro Histórias para o coração, de Alice Gray

domingo, 14 de dezembro de 2008

:: VIGIEMOS E OREMOS ::


"Vigiai e orai, para não caírdes em tentação." (Mateus 26:41.)

As mais terríveis tentações decorrem do fundo sombrio de nossa individualidade, assim como o lodo mais intenso, capaz de tisnar o lago,procede do seu próprio seio. Renascemos na Terra com as forças desequilibradas do nosso pretérito para as tarefas do reajuste. Nas raízes de nossas tendencias, encontramos as mais vivas sugestões de inferioridade.Nas íntimas relações com nossos parentes, somos surpreendidos pelos mais fortes motivos de discórdia e luta. Em nós mesmos podemos exercitar o bom ânimo e a paciência, a fé e a humildade.Em contacto com os afetos mais próximos, temos copioso material de aprendizado para fixar em nossa vida os valores da boa vontade e do perdão, da fraternidade pura e do bem incessante.

Não te proponhas, desse modo, atravessar o mundo, sem tentações. Elas nascem contigo, assomam de ti mesmo e alimentam-se de ti, quando não as combates, delicadamente, qual o lavrador sempre disposto a cooperar com a terra da qual precisa extrair as boas sementes. Caminhar do berço ao túmulo, sob as marteladas das tentações, é natural.Afrontar obstáculos, sofrer provações, tolerar antipatias gratuitas e atravessar tormentas de lágrimas são vicissitudes lógicas da experiência humana. Entretanto, lembremo-no0s do ensinamento do Mestre, vigiando e orando, para não sucumbirmos às tentações, de vez que mais vale chorar sob os aguilhões da resistência que sorrir sob os narcóticos da queda.

Emmanuel - Fonte Viva


:: ERGAMO-NOS ::


"Levantar-me-ei e irei ter com meu pai..." (Lucas,15:18.)

Quando o filho pródigo deliberou tornar aos laços paternos, resolveu levantar-se. Sair da cova escura da ociosidade para o campo da ação regeneradora. Erguer-se do chão frio da inércia para o calor do movimento reconstrutivo. Elevar-se do vale da indecisão para a montanha do serviço edificante. Fugir à treva e penetrar a luz. Ausentar-se da posição negativa e absorver-se na reconstrução dos próprios ideais. Levantou-se e partiu no rumo do Lar Paterno. Quantos de nós, porém, filhos pródigos da Vida, depois de estragarmos as mais valiosas oportunidades, clamamos pela assistência do Senhor, de acordo com os nossos desejos menos dignos, para que sejamos satisfeitos? quantos de nós descemos voluntáriamente ao abismo, e, lá dentro, atolados na sombria corrente de nossas paixões, exigimos que o Todo Misericordioso se faça presente, ao nosso lado, através de seus divinos mensageiros, a fim de que os nossos caprichos sejam atendidos? Se é verdade , no entanto, que nos achamos empenhados em nosso soerguimento, coloquemo-nos de pé e retiremo-nos da retaguarda que desejamos abandonar. Aperfeiçoamento pede esforço. Panorama dos cimos pede ascensão.


:: FÁCIL E DIFÍCIL ::


Fácil amontoar. Difícil distribuir.
Fácil falar. Difícil fazer.
Fácil arrasar. Difícil construir.
Fácil reprovar. Difícil compreender.
Fácil acomodar. Difícil realizar.
Fácil ganhar. Difícil ceder.
Fácil crer. Difícil discernir.
Fácil ensinar. Difícil exemplificar.
Fácil sofrer. Difícil aproveitar.

Qualquer pessoa, de qualquer condição, pode fazer o que é fácil; entretanto, efetuar o que é difícil pede noção de responsabilidade e burilamento íntimo. É por esse motivo que o Espiritismo, sendo em si mesmo a doutrina da fé raciocinada, para que se cumpra o imperativo evangélico do "a cada um segundo as suas obras", reclama o combustível do serviço individual, para que brilhe, em cada um de nós, o facho da educação.

Albino Teixeira

Médium: Francisco Cândido Xavier
Livro: Caminho Espírita - Edit IDE